Migrar do macOS para Linux é frequentemente uma grande dor de cabeça. Acima de tudo, a falta de certos softwares essenciais representa um verdadeiro problema. Felizmente, o Darling vem bagunçar esse cenário ao oferecer uma alternativa para rodar seus aplicativos favoritos do macOS no Linux.
Darling é um pouco como o primo do Wine, mas para os programas da Apple. Esqueça a máquina virtual pesada e as gambiarras complicadas. Apenas uma ferramenta de código aberto, um pouco experimental, mas que funciona bem.
Então, o que realmente vale essa camada de compatibilidade? Isso muda o jogo para os usuários do Linux que sentem falta de seus aplicativos favoritos?
Darling: a camada do macOS que fala Linux
Desde 2012, o Darling tenta responder a essa necessidade: executar aplicativos do macOS sem um Mac ou VM. Diferente do Wine, que funciona como um relógio suíço para Windows, o Darling ainda está em desenvolvimento. No entanto, ele utiliza diretamente o Darwin, a base de código aberto da Apple. Isso permite respeitar os direitos, sem trapaças!
O princípio é simples: o Darling fornece as bibliotecas e frameworks do macOS necessários para que seus softwares possam rodar no Linux. Não é necessário uma máquina virtual ou um hack complicado. O programa roda nativamente, ou quase, no seu ambiente Linux.
Uma compatibilidade ainda limitada, mas cheia de promessas
Não espere rodar Photoshop ou Final Cut no Darling amanhã de manhã. Por enquanto, apenas aplicativos de linha de comando e aqueles com interfaces gráficas básicas são realmente suportados. É experimental, mas está evoluindo!
A meta também são os aplicativos iOS e programas mais complexos em ARM, especialmente para smartphones Android, no futuro. Não será para amanhã, mas promete expandir significativamente o campo de possibilidades.
Darling versus Wine: um duelo não tão desigual
O Wine foi por muito tempo o único herói da compatibilidade no Linux. Ele tem suas falhas, mas roda aplicativos do Windows sem muitos problemas. O Darling, por outro lado, é mais jovem e menos maduro, isso é claro. Sua capacidade de emular o macOS é um verdadeiro desafio técnico.
O Darling não emula o macOS como uma máquina virtual, ele substitui a camada do sistema, é um trabalho limpo e bem feito. É por isso que podemos executar alguns utilitários sem o custo adicional de uma VM. Mas esse luxo também implica limitações e, às vezes, falhas.
Um projeto de código aberto que merece atenção
Apesar de seu ritmo lento, o Darling continua sendo uma joia para os puristas. A equipe é pequena e o desenvolvimento avança no ritmo da comunidade. A última versão estável data de alguns meses e traz melhorias notáveis.
Se você gosta de fuçar, este projeto merece uma olhada. Ele pode mudar o jogo para administradores de sistema que lidam entre Linux e macOS diariamente. Mas cuidado, paciência é mãe da segurança.
Instalar o Darling e testar seus aplicativos do macOS no Linux
A instalação é acessível, não é necessário ter um título em engenharia de sistemas. Os pacotes estão disponíveis no GitHub e a documentação é bastante clara. Algumas comandos são suficientes para executar seu primeiro aplicativo do macOS, especialmente as ferramentas de linha de comando.
O verdadeiro desafio é a compatibilidade do usuário. Nem todos os softwares funcionarão de primeira. Às vezes é preciso improvisar, procurar dependências ou até compilar por conta própria. Nada impossível, mas é preciso estar preparado para colocar a mão na massa.
Uma ferramenta para não sacrificar seu ambiente
Para os profissionais que estão migrando do macOS para o Linux, o Darling evita a perda de uso de aplicativos vitais. É uma rede de segurança quando não há um port oficial ou uma alternativa confiável. A ideia não é substituir o macOS, mas facilitar a transição.
Após tudo, migrar para o Linux também é uma questão de adaptabilidade. O Darling está aqui para ajudar você a manter suas referências enquanto as coisas progridem. Não é nada mal para um projeto que está em andamento há mais de uma década, não?
Fonte: www.lesnumeriques.com

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