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Kaspersky destaca campanha de ciberespionagem PassiveNeuron direcionada a servidores Windows

Par Valentin 23 Outubro 2025 3 min de lecture

Servidores Windows estão na mira de uma nova ameaça revelada pela Kaspersky. A campanha, batizada de PassiveNeuron, tem como alvo infraestruturas críticas em diversos setores. Desde o final de 2024, essa operação vem preocupando especialistas em segurança cibernética.

Uma campanha de ciberespionagem que atinge duramente o Windows Server

A Kaspersky descobriu o PassiveNeuron, uma campanha de ciberespionagem que tem como alvo principal servidores Windows, especialmente nos setores governamental, financeiro e industrial. O ataque afetou organizações na Ásia, África e América Latina. O que é chocante é a tenacidade dos hackers: após um hiato de seis meses, a atividade foi retomada repentinamente em 2025.

O que há de especial nisso? O PassiveNeuron não se detém: ele visa diretamente os servidores, os pilares das redes corporativas, em vez de se preocupar com máquinas mais periféricas. Uma visão real dos detalhes da segurança de rede. Três Ferramentas no Centro da Operação PassiveNeuron

Os invasores usam três ferramentas principais para se infiltrar e se estabelecer em redes. Duas dessas ferramentas são novos desenvolvimentos identificados pela Kaspersky. A primeira é chamada Neursite, um trojan modular capaz de navegar dentro do sistema alvo. A segunda, NeuralExecutor, é um implante .NET que implanta payloads de servidores de comando e controle. A terceira é uma ferramenta bem conhecida, Cobalt Strike, frequentemente utilizada indevidamente em testes de penetração.

O Neursite atua como um orquestrador malicioso: recupera dados do sistema, controla processos em execução e pode rotear o tráfego de rede. Uma verdadeira máquina de multiplicação de acesso. O NeuralExecutor, por outro lado, é projetado para marcar payloads adicionais e executar código em diferentes formatos, dependendo das ordens dos servidores mestres.

Manipulação e pistas falsas: sinais de um ataque sofisticado

Nesta campanha, os nomes das funções usam caracteres cirílicos, um truque potencialmente enganoso, destinado a enganar os analistas. Esse tipo de fraude é frequentemente usado para fazer parecer que o ataque vem de outro grupo. Para os especialistas da Kaspersky, essa manobra faz parte de táticas avançadas.

De fato, após uma investigação mais aprofundada, a Kaspersky está se inclinando para uma origem de língua chinesa, embora essa atribuição permaneça cautelosa. Tudo isso mostra que os grupos de APT não perderam nada de sua expertise e continuam a aperfeiçoar seus métodos. O PassiveNeuron não é um incômodo básico: é um ataque de alto calibre que visa infraestrutura estratégica.

Como você pode se proteger contra o PassiveNeuron?

Não vamos enrolar: frustrar esse tipo de ataque requer uma defesa sólida. A Kaspersky recomenda que as equipes de segurança acessem a inteligência cibernética mais recente (Threat Intelligence). Sem essas informações, você estará navegando às cegas contra ameaças móveis e avançadas. A expertise da equipe continua sendo essencial, com treinamento avançado para acompanhar os ataques direcionados. Do ponto de vista tecnológico, a proteção avançada é essencial: soluções de EDR capazes de identificar e bloquear esse tipo de intrusão punem rapidamente os contaminantes. A rede também deve ser protegida com plataformas especializadas, como o Kaspersky Anti-Targeted Attack.

Por fim, o fator humano não deve ser negligenciado. Na maioria dos casos, os hackers começam com um ataque clássico de phishing ou engenharia social. Treinar suas equipes para identificar essas armadilhas compensa todas as contramedidas técnicas.

Fonte:

www.kaspersky.com

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Valentin

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